Corresponder-se

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sem Fardos




Resolvi me preparar para o inevitável. Passei horas, dias e noites esvaziando tudo. Minhas pastas cheias de coisas que nem sei porque estão ali. Anotações que não preciso mais, textos que já não fazem a minha cabeça...Joguei tudo fora. Vi, revi, li, reli, ouvi e descartei, pra que manter tantas coisas, pra que acumular? Nem o necessário é tão necessário assim, quero ser livre de mim, do que tenho, do que guardo. Libertando o que prendo posso ser mais eu, mais flexível. Quero experimentar até chegar do outro lado, se não o fizer quando eu chegar, com tudo que tentei manter, me sentirei insatisfeita, porque se bater o arrependimento não terei como voltar e fazer diferente. O caminho é sem volta, não tem uma placa de retorno e muito menos de pare, devo seguir bem ou mal não importa não posso estacionar. Decidi fazer valer a pena, sem fardos isso da escoliose. Desejo chegar inteira do outro lado, ta vou ser mais realista quero chegar. No entanto se puder realizar isso sem ter que carregar tanta inutilidade melhor, a viagem vai ser fascinante. Não vou estar ocupada arrumando a bagunça, tudo vazio, colocarei muito do que quero e abandonarei de vez o imprestável, terei preocupações em ter mais emoções do que administrar as que já tenho...Quero respirar o novo e poder conjugar os verbos: tropeçar, cair, levantar, desejar, conquistar, beijar, amar, sonhar, realizar.!

 
Corresponder-se © Cyan Driad adaptado e modificado por 187 tons de frio.